A deputada do CHEGA eleita pelos Açores à Assembleia da República, Ana Martins, está preocupada com uma das maiores iniciativas de conservação marítima nacional – a futura Reserva Marinha Dom Carlos I – que vai ocupar uma área de cerca de 173 mil quilómetros quadrados.
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do CHEGA na Assembleia da República, apresentou um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo que salvaguarde o exercício da pesca tradicional portuguesa do atum e do peixe-espada na futura Reserva Marinha Dom Carlos I. Até porque, referiu a parlamentar, muitos dos atuneiros Açorianos pescam naquelas águas, ficando assim sem forma de exercer a sua profissão.
A deputada Ana Martins afirmou que “Portugal é um país de mar. Os pescadores portugueses são os verdadeiros guardiões dos oceanos. Não podemos permitir que uma Reserva Marinha, por mais ambiciosa que seja, se transforme numa sentença de morte para as nossas comunidades piscatórias tradicionais”.
Ana Martins reforça que a conservação marinha não pode ser feita à custa da exclusão humana e da destruição económica de quem sempre vive – e sempre viveu – em equilíbrio com o mar. “A pesca tradicional do atum e do peixe-espada, praticada com métodos artesanais e altamente selectivos — inclusive reconhecidos internacionalmente pela Greenpeace como dos mais sustentáveis do mundo —, não ameaça os ecossistemas. Pelo contrário, é parte integrante da identidade cultural e económica das nossas ilhas”, indicou.
A parlamentar realçou que os pescadores “não são o problema. São a solução. Conhecem o mar como ninguém, respeitam os ciclos naturais e garantem a sustentabilidade há gerações. O que ameaça verdadeiramente o sector são as sucessivas imposições de Bruxelas e as restrições da ICCAT, que já reduziram drasticamente os rendimentos e postos de trabalho”, sublinha.
Neste sentido, a proposta do CHEGA exige que o Governo da República garanta o acesso das embarcações nacionais com métodos tradicionais à área da Reserva, diferencie claramente a pesca artesanal da pesca industrial, promova o acompanhamento científico que compatibilize conservação com actividade económica sustentável e inclua as associações de pescadores e comunidades marítimas em todas as decisões.
Ana Martins reforça que o CHEGA não vai aceitar que, “em nome de uma suposta protecção ambiental radical, se condene à extinção uma actividade que faz parte da alma do povo Açoriano e Português. O CHEGA está ao lado dos pescadores e das suas famílias. O mar é a nossa casa e não vamos permitir que o tornem num museu vazio. Estamos a reeditar o mesmo erro com a Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores”, concluiu.
Lisboa, 12 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

