A propósito do debate de urgência promovido pelo CHEGA sobre “a saúde nos Açores e o Hospital do Divino Espírito Santo – que presente e que futuro?”, o deputado José Paulo Sousa alertou para o drama e angústia dos utentes das ilhas sem hospital, que não conseguem comparecer a consultas, exames ou cirurgias marcadas, por falta de lugares nos voos inter-ilhas.
Apesar do Governo Regional afirmar que existem quatro lugares bloqueados em todos os voos inter-ilhas, para transporte de doentes, “ou isso não corresponde totalmente à verdade, ou então algo está claramente a falhar”, argumentou o parlamentar.
À falta de lugares em voos inter-ilhas, que obriga muitas vezes à manutenção dos doentes noutra ilha por mais tempo do que o necessário, junta-se o preço do alojamento e da alimentação, que dificulta ainda mais a vida de quem tem menos disponibilidade financeira.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, também entrou no debate para ressalvar que apesar das justificações do Governo e dos partidos que sustentam a coligação, ninguém faz ideia de quanto vai custar, nem quanto tempo poderão levar as obras no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada.
Apesar dos números debitados pela Secretária Regional da Saúde, “a verdade é que não é esta a percepção que os Açorianos, os doentes, têm. São inúmeras as mensagens que recebemos todos os dias de pessoas a queixarem-se todos os dias da saúde nos Açores”, reforçou José Pacheco.
O parlamentar exigiu respostas do Governo Regional sobre as quatro enfermarias fechadas no HDES desde o incêndio, sobre a dívida a fornecedores do HDES que aumentou enquanto a dívida a fornecedores desceu nos outros dois hospitais, o que tem sido feito em relação às baixas fraudulentas e quando vai avançar o cheque-saúde, que é uma medida proposta pelo CHEGA, aprovada na Assembleia Regional, com verbas inscritas nos dois últimos Orçamentos regionais, mas que nunca avançou.
A deputada Hélia Cardoso também entrou no debate para lembrar que o CHEGA sempre teve a mesma perspectiva relativamente às obras do HDES e do hospital modular, enquanto o Governo e os partidos da oposição foram mudando a narrativa. Prova disso, afirmou a parlamentar, quando se falou no hospital modular, o CHEGA concordou quando a justificação do Governo foi usar o modular para deixar a urgência livre para as obras. Certo é que ainda não estão a ser feitas as obras.
Na altura, o CHEGA também questionou se não seria necessário concurso público para realizar as obras, ao que foi respondido que a situação de calamidade permitiria realizar as obras. “Nós temos a mesma perspectiva, vocês é que foram mudando a narrativa”, reforçou Hélia Cardoso.
No encerramento do debate de urgência, o líder parlamentar do CHEGA admitiu que não houve qualquer esclarecimento sobre o Hospital.
José Pacheco entende que tudo vai continuar na mesma e no próximo ano “vamos continuar na mesma história e vamos ter respostas completamente diferentes”.
O parlamentar referiu que o histórico “é que seria tudo rápido, teríamos o modular enquanto houvesse obras, mas nada é rápido. Porque não existe absolutamente nada”. Certo é que só daqui a 12 anos haverá um HDES requalificado, “e até vai coincidir com o Governo do CHEGA”, concluiu.
Horta, 20 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

