InícioParlamentoENQUANTO OS PESCADORES TRABALHAM A LOTAÇOR SÓ PRODUZ DESPESA

ENQUANTO OS PESCADORES TRABALHAM A LOTAÇOR SÓ PRODUZ DESPESA

“O sector das pescas está a ser esmagado para sustentar uma máquina política, administrativa e pseudo-técnica que cresce todos os anos sem produzir retorno para quem realmente trabalha no mar”, foi a principal crítica do deputado José Paulo Sousa na interpelação do Governo Regional sobre “sector das pescas na Região Autónoma dos Açores”, promovida pelo PS.
O parlamentar questionou “quem vive realmente das pescas nos Açores?”, se o pescador ou se toda uma estrutura que foi criada à volta da pesca, elucidando que o preço médio do pescado valorizou cerca de 137% entre 2014 e 2023, no entanto, “com mais dinheiro a entrar, e sem investimentos aparentes, a Lotaçor continua enterrada em prejuízos milionários”. E é o pescador que paga a fatura, com o aumento das taxas de lota e com o aumento dos custos no transporte de pescado.
Os números são claros: “a Lotaçor aumentou a massa salarial em mais de 700 mil euros só em 2024, quase 13%”, referiu José Paulo Sousa que acrescentou que “ou houve aumentos salariais brutais comparados com a realidade da restante população Açoriana, ou o número de trabalhadores aumentou e não foi pouco”.
Além disso, questionou o Secretário das Pescas relativamente às opções de investimento do Governo Regional, lembrando que o Orçamento da Secretaria do Mar e Pescas desde que a coligação é governo já soma mais de 200 milhões de euros, só agora para 2026 ronda os 37 milhões de euros.
“Depois do Cluster do Mar, dos estudos, observatórios, do MARTEC, do novo navio de investigação, o que sobra para o pescador?”, questionou José Paulo Sousa que enumerou os portos de pescas que esperam por obras há décadas, lotas a precisar urgentemente de obras, casas de aprestos fechadas por falta de segurança, máquinas de gelo avariadas ou defeituosas há anos, “infra-estruturas do século passado, que os senhores querem cobrar ao preço do século que vem. Isto chegou a um ponto obsceno”.
José Paulo Sousa conclui que já todos têm a percepção de que muitos vivem da pesca, mas muito poucos vão ao mar.
Horta, 20 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

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