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BASE DAS LAJES: NÃO PODEMOS TER UMA “CASA ARRENDADA” A TROCO DE NADA

O líder do CHEGA Açores defendeu hoje a necessidade de rever o Acordo Bilateral de Defesa e Cooperação com os Estados Unidos da América, exigindo contrapartidas concretas para os Açores pela utilização da Base das Lajes, na ilha Terceira.

José Pacheco frisou que “os americanos são nossos aliados e isto vamos pôr sempre em primeiro lugar”, sublinhando, no entanto, que uma relação de aliados não pode significar que os Açores continuem a não ter benefícios claros pela utilização de uma infraestrutura estratégica instalada no seu território.

Para o líder do CHEGA Açores, é fundamental rever o acordo bilateral e garantir contrapartidas directas para a Região e para os Açorianos. Numa altura em que a Base das Lajes continua a ter relevância geopolítica no Atlântico, torna-se incompreensível que os Açores não tenham um retorno proporcional à importância estratégica da sua localização.

O CHEGA Açores defende também que a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) deve estar sediada nos Açores e não em Lisboa, precisamente porque nasceu no contexto das contrapartidas associadas à Base das Lajes.

José Pacheco criticou ainda o facto de a fundação ser detentora de cerca de mil obras de arte contemporânea, cujo valor global pode atingir vários milhões de euros, questionando as prioridades da instituição.

O líder do CHEGA Açores pergunta se a Fundação “é para servir os Açores no âmbito do acordo ou para fazer um museu ou galeria de arte?”, criticando ainda o facto de termos mais um “reformado da política” a gerir a instituição.

Para o CHEGA Açores, a questão é simples: as contrapartidas financeiras que poderiam resultar da utilização da Base das Lajes representariam um investimento muito reduzido para os Estados Unidos, mas teriam um impacto decisivo no desenvolvimento económico e social dos Açores.

Num momento em que a importância estratégica do Atlântico volta a ganhar peso no contexto internacional, o CHEGA Açores considera que chegou a hora de defender com firmeza os interesses da Região e de garantir que os Açorianos não continuam a assistir, passivamente, à utilização de um ativo estratégico sem benefícios claros para a sua terra.

Fonte: RTP Açores

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