InícioParlamentoMENOS CRIME NÃO PODE SIGNIFICAR MENOS AUTORIDADE

MENOS CRIME NÃO PODE SIGNIFICAR MENOS AUTORIDADE

O facto de os números da criminalidade poderem apontar para uma descida não pode, nem deve, servir de pretexto para o Governo da República desinvestir na segurança dos Açores ou para passar a ideia de que está tudo resolvido. Não está.

A segurança de uma Região não se mede apenas por estatísticas apresentadas em conferências de imprensa, nem por relatórios usados para propaganda política. A segurança mede-se na realidade que as pessoas sentem todos os dias: na tranquilidade com que saem à rua, na confiança com que deixam os filhos ir à escola, na paz com que vivem nas suas freguesias e dentro das suas próprias casas.

E é precisamente aí que o Estado não pode falhar.

O CHEGA Açores defende uma posição clara e sem ambiguidades: menos crime registado não pode significar menos autoridade, menos vigilância, menos presença policial ou menos capacidade de resposta. Pelo contrário. Quando há sinais positivos, isso só demonstra que o caminho certo passa por reforçar a prevenção, garantir policiamento de proximidade, dotar as forças de segurança de meios humanos e materiais adequados e afirmar, sem hesitações, a autoridade do Estado.

O que não aceitamos é que se use uma eventual descida estatística para mascarar fragilidades que continuam bem visíveis no terreno. Os açorianos sabem que a sensação de insegurança não desaparece com discursos otimistas. Desaparece quando há polícia onde ela faz falta, quando há resposta rápida, quando há respeito pela autoridade e quando o Estado mostra que está presente e não ausente.

A segurança não pode ser tratada como um exercício de relações públicas. Tem de ser uma prioridade permanente. E numa Região arquipelágica como a nossa, com especificidades próprias e desafios acrescidos, isso exige atenção redobrada, coordenação séria e uma estratégia firme. Não basta aparecer quando os problemas explodem. É preciso prevenir antes que aconteçam.

Baixar a guarda seria um erro grave. Pior ainda: seria uma irresponsabilidade. Os Açores precisam de segurança real, não de ilusões estatísticas. Precisam de autoridade, presença e capacidade de resposta. E isso não se negocia.

Se os números melhoram, ótimo. Mas que ninguém use isso como desculpa para recuar. Porque quando o Estado recua, quem ganha terreno é a desordem.

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