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FALTA DE CORAGEM POLÍTICA E DE DIÁLOGO NA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTA DELGADA

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A última reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada voltou a expor aquilo que muitos munícipes já sentem: uma preocupante falta de visão estratégica e de coragem política. Quando o concelho enfrenta desafios reais económicos, sociais e culturais, e são precisas soluções concretas, o executivo camarário prefere gastar tempo com a leitura de votos que, para muitos, pouco acrescentam à resolução dos problemas do dia-a-dia.
O vereador do CHEGA, Pedro Rodrigues, abdicou da leitura de um voto de protesto contra a utilização da PDL2026 como instrumento de doutrinação ideológica e política financiada por dinheiros públicos, para que o tempo fosse canalizado para a discussão de assuntos mais relevantes para o concelho. O voto de protesto acabou rejeitado com os votos contra de Partido Social Democrata, Partido Socialista e PDLPT.
A propósito de uma proposta para a criação de um mercado urbano de artesãos, o vereador recordou que a PDL26 terá recebido cerca de seis milhões de euros, três milhões dos quais provenientes da Câmara Municipal, questionando se a iniciativa irá abranger os artesãos locais. Sendo o artesanato parte integrante da identidade regional, a sua exclusão de iniciativas municipais levanta dúvidas legítimas sobre prioridades e critérios.
A arrogância do actual executivo camarário voltou a sobressair quando foi solicitado um prolongamento de 15 minutos para continuar o debate do período antes da ordem do dia. O Presidente da autarquia recusou, invocando o regimento, tendo o vereador Pedro Rodrigues questionado se estava disponível para alterar o regimento. O entendimento de Pedro Nascimento Cabral é que a reunião de Câmara não é o local para se discutir uma alteração ao regulamento que rege o funcionamento das reuniões.
Quando o debate é encerrado sem espaço para esclarecimento e quando as perguntas ficam sem resposta e sem diálogo, instala-se um clima de “DITADURA”. Em Democracia é precisamente o contrário, tem de haver o debate de ideias e disponibilidade para ouvir e ignorar o descontentamento e a sensação de bloqueio democrático é muito grave.
A governação municipal exige liderança, mas também abertura, diálogo e coragem política, que actualmente não existem na Câmara Municipal de Ponta Delgada. Acima de tudo, o que está em causa não são partidos ou egos individuais. É o futuro de Ponta Delgada e o respeito pelos seus munícipes.

Ponta Delgada, 19 de Fevereiro de 2026
CHEGA I Comunicação