NÃO PASSAMOS CHEQUES EM BRANCO AO GOVERNO!

0

O Chega aprovou o Plano e o Orçamento dos Açores para 2025 após as negociações com o Presidente do PSD, José Manuel Bolieiro, terem chegado a “bom porto”. Foi tudo feito às claras e de forma transparente. Nos Açores, quer da parte do Chega, quer da parte do Presidente do Governo Regional, não houve reuniões secretas, linhas vermelhas, desmentidos, acusações e insultos. Aqui nos Açores, os Açorianos e os partidos que legitimamente representam a maioria, entenderam-se sem as assombrações de alguns líderes da República. Aqui a Democracia falou mais alto.

Para aprovar este Orçamento, nenhum partido traiu o seu eleitorado ou violou a sua ideologia, precisamente o contrário do que se viu na República com o PSD de Montenegro, que se deixou “vender” ao PS. A política também deve ser a arte de negociar pelo bem comum e não apenas o tacticismo político e o preconceito. O Chega provavelmente ficaria mais confortável como oposição, criticando a má governação que ainda persiste, como optaram por fazer outros partidos: IL, PAN e PS (o BE é sempre contra tudo); o Chega preferiu ser parte da solução em nome da estabilidade nos Açores, assumindo a responsabilidade que resulta de ser a terceira força política na Região.

Os “maus ventos” vindos da República e da Madeira não chegaram aos Açores. Francisco César bem que tentou, mas não conseguiu. Desesperado, passou ao insulto gratuito, o que não lhe fica bem. Montenegro, depois de ter a Madeira “a arder” num mar de corrupção, depois de ter todo o Parlamento nacional contra ele, deve ter optado por deixar Bolieiro em paz ou reduziu-se à insignificância de um líder fraco e incapaz de gerar consensos – uma espécie de “paria político”.

O Chega aprovou 23 propostas na especialidade, 10 das quais foram aprovadas por unanimidade. São boas propostas para os Açorianos e mesmo aqueles partidos que discordam profundamente do Chega reconheceram o mérito destas propostas.

O Chega aprovou um reforço da verba destinada à habitação (para autoconstrução e não para dar casas aos “coitadinhos”); reforçou em 330 mil euros a aquisição de equipamento para os bombeiros; aprovou uma verba de 100 mil euros destinada aquisição de equipamentos hospitalares para os utentes; reforçou em 1 milhão de euros as verbas destinadas aos caminhos agrícolas e à recuperação de estradas; reforçou em várias centenas de milhares de euros as verbas destinadas à recuperação de várias escolas e estradas; reforçou as verbas destinadas à cultura; aumentou em mais 10% o cheque pequenino; criou medidas inovadoras como o cheque dentista com uma dotação de 200 mil euros; aprovou uma verba de apoio aos idosos para cuidados aos seus animais de companhia; aprovou uma verba de 200 mil euros para requalificação e melhoramento dos centros de recolha animal e o reforço de verbas para apoio aos cuidados dos animais de companhia de pessoas carenciadas; aprovou um reforço da capacidade da Rede de Amas; reforçou em mais 500 mil euros o cheque saúde para melhorar o acesso à saúde quando o sistema público não dá resposta atempada; aprovou uma verba de 50 mil euros para a requalificação do campo de tiro da ilha Terceira; ainda para a Ilha Terceira, aprovou 30 mil euros para a construção de uma estátua de Brianda Pereira, heroína terceirense ligada à batalha da Salga.

Este Plano e Orçamento não é um fim em si mesmo, mas um instrumento que deve ser bem aproveitado pelo Governo, mais um meio para atingir um fim último que é retirar os Açores da pobreza e libertar os Açorianos das amarras do socialismo que tantas malfeitorias fez durante 24 anos.

O Chega vai estar atento e vigilante para que o Governo cumpra e execute aquilo que foi aprovado no Parlamento, para que emagreça a máquina do Estado privatizando empresas e alienando património improdutivo e para que apresente resultados. Este Orçamento não foi um “cheque em branco” ao Governo, mas sim um sinal de confiança de que não sendo este o programa do Chega, encontramos alguns sinais positivos para uma governação mais à direita nos Açores, mais vocacionado para a economia privada e para as pessoas, fazendo uma rotura com o passado.

Mas esta empreitada não é fácil. Foram demasiadas décadas de vícios e falta de coragem, muito tempo perdido. Com tanto dinheiro a entrar do PRR e da Europa, com a economia privada a crescer nos Açores e em pleno emprego não há margem para falhas, acabaram-se as desculpas, a não ser que a incompetência e os burocratas ganhem a batalha contra quem trabalha e quem quer transformar os Açores numa região a sério.

A nossa exigência vai ser proporcional à responsabilidade do Chega ao aprovar este Orçamento.

Francisco Lima
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores