<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Opinião - CHEGA Açores</title>
	<atom:link href="https://www.chegaacores.com/category/opiniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.chegaacores.com/category/opiniao/</link>
	<description>Site Oficial do Partido CHEGA nos Açores</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Aug 2026 07:38:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.chegaacores.com/wp-content/uploads/2021/10/cropped-Logo-Site-Chega-Acores-Redondo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Arquivo de Opinião - CHEGA Açores</title>
	<link>https://www.chegaacores.com/category/opiniao/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">198397155</site>	<item>
		<title>O ECLIPSE DE ONTEM E A CEGUEIRA DE HOJE</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/08/14/o-eclipse-de-ontem-e-a-cegueira-de-hoje/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/08/14/o-eclipse-de-ontem-e-a-cegueira-de-hoje/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 07:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13582</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ontem, o céu parou por alguns instantes. O eclipse chamou a atenção de todos e fez-nos olhar para cima, para um fenómeno que, há cem anos, ainda podia provocar medo, admiração e muitas perguntas. Naquela época, a ciência ainda não tinha a mesma capacidade de explicar todos os acontecimentos que hoje conseguimos compreender com precisão. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/14/o-eclipse-de-ontem-e-a-cegueira-de-hoje/">O ECLIPSE DE ONTEM E A CEGUEIRA DE HOJE</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, o céu parou por alguns instantes. O eclipse chamou a atenção de todos e fez-nos olhar para cima, para um fenómeno que, há cem anos, ainda podia provocar medo, admiração e muitas perguntas. Naquela época, a ciência ainda não tinha a mesma capacidade de explicar todos os acontecimentos que hoje conseguimos compreender com precisão. Para muitos, um eclipse podia parecer um sinal, um aviso ou até um acontecimento sobrenatural.</p>
<p>Hoje sabemos explicar o que acontece no céu. A ciência permite-nos prever eclipses, compreender os movimentos dos astros e distinguir aquilo que é um fenómeno natural daquilo que é apenas uma interpretação baseada no medo ou na falta de conhecimento.</p>
<p>Mas existe uma ironia no nosso tempo: conseguimos explicar o que acontece no céu, mas muitas vezes não conseguimos — ou não queremos — enxergar o que acontece aqui em baixo.</p>
<p>O eclipse de ontem fez-me pensar na forma como vivemos atualmente. A ciência evoluiu, a informação está ao alcance de quase todos e temos ferramentas para conhecer os acontecimentos quase em tempo real. Mesmo assim, continuamos muitas vezes cegos perante problemas que estão diante dos nossos olhos: corrupção, desigualdade, desperdício de dinheiro público e decisões políticas que prejudicam a própria população.</p>
<p>Há cem anos, alguém podia olhar para o céu e não compreender por que razão o Sol desaparecia durante alguns minutos. Hoje compreendemos. Mas, quando se trata de política, parece que muitas pessoas preferem não fazer perguntas. Não querem saber quem toma determinadas decisões, quem beneficia delas, quanto custam ou quais serão as consequências para a sociedade.</p>
<p>É como se o eclipse tivesse mudado de lugar. Antes, a escuridão estava no céu. Hoje, muitas vezes, a escuridão está na nossa capacidade de questionar.</p>
<p>Não se trata de dizer que todos os políticos são iguais ou que todas as decisões políticas são erradas. Trata-se de não aceitar cegamente aquilo que nos apresentam. Numa democracia, é preciso observar, questionar, comparar informações e cobrar responsabilidades. O cidadão não deve ser apenas espectador; deve ser também alguém atento ao que acontece à sua volta.</p>
<p>O eclipse passa. A luz volta. Mas a nossa responsabilidade permanece.</p>
<p>Talvez essa seja a maior lição do fenómeno de ontem: há coisas que a ciência já conseguiu explicar, mas há outras que dependem de nós para serem vistas. E talvez a verdadeira escuridão dos nossos dias não seja a falta de luz, mas a escolha de fechar os olhos quando a realidade está mesmo diante de nós.</p>
<p>José Brasil<br />
Dirigente Regional do CHEGA Açores em São Jorge</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/14/o-eclipse-de-ontem-e-a-cegueira-de-hoje/">O ECLIPSE DE ONTEM E A CEGUEIRA DE HOJE</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/08/14/o-eclipse-de-ontem-e-a-cegueira-de-hoje/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13582</post-id>	</item>
		<item>
		<title>BANCA PORTUGUESA PREDATÓRIA</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/08/05/banca-portuguesa-predatoria/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/08/05/banca-portuguesa-predatoria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 09:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13478</guid>

					<description><![CDATA[<p>Enquanto milhares de famílias fazem contas para pagar a prestação da casa, quatro dos cinco maiores bancos portugueses já anunciaram 2.170,6 milhões de euros de lucro no primeiro semestre de 2026. São quase 12 milhões de euros por dia. Falta ainda conhecer o resultado do Novo Banco. Não estamos perante uma economia rica, com salários [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/05/banca-portuguesa-predatoria/">BANCA PORTUGUESA PREDATÓRIA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto milhares de famílias fazem contas para pagar a prestação da casa, quatro dos cinco maiores bancos portugueses já anunciaram 2.170,6 milhões de euros de lucro no primeiro semestre de 2026. São quase 12 milhões de euros por dia. Falta ainda conhecer o resultado do Novo Banco.</p>
<p>Não estamos perante uma economia rica, com salários elevados e empresas desafogadas. Estamos perante um país onde muitos portugueses trabalham para pagar juros, prestações e comissões a uma banca que transformou a necessidade de crédito numa oportunidade de saque.</p>
<p>A rentabilidade dos capitais próprios da banca portuguesa atingiu 13,65%, enquanto a rentabilidade das empresas nacionais rondava 9,5%. Há bancos próximos dos 30%. Isto não é apenas eficiência: é o reflexo de um mercado altamente concentrado, no qual os clientes têm pouca força e os bancos cobram por tudo.</p>
<p>Inventam comissões de manutenção, processamento, disponibilização, avaliação, alteração contratual e outros nomes para esconder o óbvio: retirar mais dinheiro às famílias e às empresas. Quando os juros sobem, a prestação aumenta imediatamente. Quando as margens diminuem, aumentam-se as comissões. Fecha-se uma torneira e abre-se outra.</p>
<p>A indignidade é ainda maior porque foram os portugueses que salvaram a banca quando esta faliu devido à má gestão, aos riscos irresponsáveis e, em alguns casos, a comportamentos criminosos dos seus responsáveis. Os prejuízos foram entregues aos contribuintes; os lucros ficaram para os bancos. Quando perdem, paga o povo. Quando ganham, o povo volta a pagar.</p>
<p>Nem sequer podemos fingir que este mercado é um exemplo de concorrência. A Autoridade da Concorrência sancionou bancos por trocarem informação comercial sensível durante mais de dez anos sobre crédito à habitação, ao consumo e às empresas. As coimas ascendiam a 225 milhões de euros, mas o processo acabou prescrito. Não foram absolvidos: o Estado simplesmente não conseguiu responsabilizá-los em tempo útil.</p>
<p>E onde esteve a Caixa Geral de Depósitos? O banco do Estado, que deveria disciplinar o mercado e defender famílias e empresas, sentou-se à mesa dos restantes bancos. Só no primeiro semestre de 2026, a Caixa lucrou 913 milhões de euros. Para que serve um banco público que cobra como os privados, lucra como os privados e participa no mesmo banquete?</p>
<p>O Banco de Portugal também se tornou a imagem desta falta de vergonha. Sucessivos governadores assistiram aos escândalos bancários, aos resgates e à multiplicação das comissões sem protegerem verdadeiramente os cidadãos. Entretanto, projetou-se uma nova sede com um custo inicialmente previsto de 192 milhões de euros, depois reduzido, e negociaram-se reformas antecipadas como a de Mário Centeno aos 59 anos. Para os portugueses, trabalhar até perto dos 67; para as elites do sistema, sedes sumptuosas e condições especiais.</p>
<p>As portas giratórias entre governos, reguladores e banca explicam muito deste silêncio. Quem hoje fiscaliza poderá amanhã trabalhar para quem deveria fiscalizar. Os políticos tradicionais estão reféns do poder financeiro.</p>
<p>Portugal deve aplicar um imposto extraordinário sobre os lucros excessivos da banca, sobre a rentabilidade que ultrapasse um nível normal. A receita deve apoiar famílias esmagadas pelo crédito à habitação e pequenas empresas sufocadas pelos juros e comissões.</p>
<p>Os portugueses já salvaram os bancos. Chegou a altura de a banca pagar a sua dívida aos portugueses.</p>
<p>Francisco Lima<br />
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/05/banca-portuguesa-predatoria/">BANCA PORTUGUESA PREDATÓRIA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/08/05/banca-portuguesa-predatoria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13478</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A INVASÃO DE CEUTA E OS SEUS RISCOS</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/a-invasao-de-ceuta-e-os-seus-riscos/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/a-invasao-de-ceuta-e-os-seus-riscos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 12:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13432</guid>

					<description><![CDATA[<p>As imagens de Ceuta correram o mundo. Milhares de pessoas a entrar de uma só vez em território europeu. Uns a nado, outros a ultrapassar as fronteiras. E a pergunta que qualquer cidadão faz é simples: se isto acontece em Ceuta, amanhã pode acontecer noutro ponto qualquer da Europa? Durante anos disseram-nos que quem alertava [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/03/a-invasao-de-ceuta-e-os-seus-riscos/">A INVASÃO DE CEUTA E OS SEUS RISCOS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As imagens de Ceuta correram o mundo. Milhares de pessoas a entrar de uma só vez em território europeu. Uns a nado, outros a ultrapassar as fronteiras. E a pergunta que qualquer cidadão faz é simples: se isto acontece em Ceuta, amanhã pode acontecer noutro ponto qualquer da Europa?</p>
<p>Durante anos disseram-nos que quem alertava para o problema da imigração ilegal era alarmista. Que eram exageros. Que as fronteiras estavam controladas. Afinal, basta olhar para Ceuta para perceber que não estavam.</p>
<p>Quando milhares de pessoas entram ao mesmo tempo, não há país que consiga saber imediatamente quem são, de onde vêm, se dizem a verdade sobre a sua identidade ou quais são as suas verdadeiras intenções. Isto não é xenofobia. É bom senso.</p>
<p>É evidente que muitas destas pessoas procuram fugir à pobreza e encontrar uma vida melhor. Ninguém nega essa realidade. Mas também ninguém pode exigir aos europeus que fechem os olhos aos riscos que uma entrada descontrolada representa.</p>
<p>Quem garante que entre milhares de pessoas não entram criminosos? Quem garante que não entram traficantes? Quem garante que não entram indivíduos radicalizados ou até elementos ligados ao terrorismo? A resposta honesta é simples: ninguém pode dar essa garantia absoluta.</p>
<p>É precisamente por isso que existem fronteiras. É precisamente por isso que existem forças de segurança. É precisamente por isso que os países recolhem impressões digitais, fazem controlos biométricos e cruzam bases de dados. Porque o risco existe.</p>
<p>O problema é que, quando entram milhares de pessoas ao mesmo tempo, esse controlo torna-se muito mais difícil.</p>
<p>Há outro aspeto de que quase ninguém gosta de falar. Cada entrada ilegal bem-sucedida envia uma mensagem para o resto do mundo: vale a pena tentar. E essa mensagem fortalece as redes de tráfico humano que fazem milhões à custa do desespero de quem procura chegar à Europa.</p>
<p>Depois vêm as consequências que todos conhecemos: mais pressão sobre a habitação, sobre a saúde, sobre as escolas, sobre a segurança social e sobre as forças policiais. Quem paga? Os contribuintes europeus.</p>
<p>E enquanto tudo isto acontece, muitos responsáveis políticos continuam mais preocupados em chamar nomes a quem levanta estas questões do que em resolver o problema.</p>
<p>Defender fronteiras não é ser contra a imigração legal. Não é ser contra quem trabalha, respeita as leis e quer construir uma vida melhor.</p>
<p>Defender fronteiras é defender um princípio básico: é cada Estado soberano que decide quem entra, quem fica e em que condições.</p>
<p>Sem esse princípio deixa de haver política migratória. Passa a existir apenas imigração descontrolada.</p>
<p>Ceuta não é apenas um problema de Espanha. É um aviso para toda a Europa.</p>
<p>Se a União Europeia não conseguir proteger as suas fronteiras externas, dificilmente conseguirá proteger a segurança, a estabilidade social e a confiança dos seus próprios cidadãos.</p>
<p>A solidariedade é um valor importante. Mas nenhuma sociedade consegue ser solidária se perder primeiro o controlo sobre a sua própria casa.</p>
<p>A Europa ainda vai a tempo de agir. A questão é saber se terá coragem para o fazer ou se continuará a fingir que nada está a acontecer, até que a próxima Ceuta aconteça noutro ponto qualquer das nossas fronteiras.</p>
<p>José Pacheco<br />
Presidente e Deputado do CHEGA Açores</p>
<p>#chegaaçores #ChegaAçores #JoséPacheco #josepacheco #OliveriaSantos #FranciscoLima #HeliaCardoso #JosePauloSousa #partidochega #andréventura #CHEGA #andreventura #NãoNosCalarão #SomosATuaVoz #Açores #AçoresComVentura #MaisPróximoDasPessoas #HajaSaúde</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/03/a-invasao-de-ceuta-e-os-seus-riscos/">A INVASÃO DE CEUTA E OS SEUS RISCOS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/a-invasao-de-ceuta-e-os-seus-riscos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13432</post-id>	</item>
		<item>
		<title>NOS AÇORES, O SISTEMA PREMEIA O SILÊNCIO</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/nos-acores-o-sistema-premia-o-silencio/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/nos-acores-o-sistema-premia-o-silencio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 09:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13442</guid>

					<description><![CDATA[<p>O CHEGA tem denunciado repetidamente a burocracia, o mau funcionamento do Estado e uma Administração Pública que, em vez de ajudar cidadãos e empresas, demasiadas vezes bloqueia, atrasa e complica. Nos Açores, existe ainda o vício de acrescentar regras às regras nacionais e europeias. Cada serviço interpreta os diplomas à sua maneira, multiplicam-se pareceres, exigências, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/03/nos-acores-o-sistema-premia-o-silencio/">NOS AÇORES, O SISTEMA PREMEIA O SILÊNCIO</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O CHEGA tem denunciado repetidamente a burocracia, o mau funcionamento do Estado e uma Administração Pública que, em vez de ajudar cidadãos e empresas, demasiadas vezes bloqueia, atrasa e complica.</p>
<p>Nos Açores, existe ainda o vício de acrescentar regras às regras nacionais e europeias. Cada serviço interpreta os diplomas à sua maneira, multiplicam-se pareceres, exigências, atrasos e decisões contraditórias. Quem quer investir, construir ou criar emprego entra num verdadeiro labirinto burocrático.</p>
<p>Mas o problema não é apenas administrativo. Numa Região onde o Estado é o maior empregador e controla grande parte da economia, o poder de distribuir empregos, contratos, apoios e oportunidades cria terreno fértil para o caciquismo.</p>
<p>Persistem suspeitas e denúncias de concursos públicos desenhados à medida, entrevistas meramente formais e processos em que o mérito parece valer menos do que o apelido, a amizade ou a proximidade partidária.</p>
<p>Quanto mais pequena é a comunidade, maior pode ser a pressão para estar calado, obedecer e não afrontar quem manda. Muitos açorianos receiam que uma opinião política lhes possa fechar portas, prejudicar uma candidatura ou criar problemas profissionais.</p>
<p>Uma democracia não pode viver do medo, da dependência e do favor.</p>
<p>Quando as empresas dependem excessivamente do Estado, quando os jovens precisam de padrinhos para encontrar oportunidades e quando os cidadãos têm receio de criticar o poder, a liberdade existe no papel, mas enfraquece na vida real.</p>
<p>Entretanto, a dívida pública cresce, a burocracia trava o investimento e a economia privada não consegue gerar oportunidades suficientes. Os jovens sem ligações ao sistema acabam muitas vezes empurrados para a emigração.</p>
<p>O sistema oferece emprego a alguns, silêncio a muitos e futuro a poucos.</p>
<p>Os Açores não precisam de mais servos do poder. Precisam de mérito, transparência, liberdade e coragem para enfrentar o caciquismo.</p>
<p>Francisco Lima</p>
<p>Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/03/nos-acores-o-sistema-premia-o-silencio/">NOS AÇORES, O SISTEMA PREMEIA O SILÊNCIO</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/08/03/nos-acores-o-sistema-premia-o-silencio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13442</post-id>	</item>
		<item>
		<title>JUROS ALTOS: A BANCA GANHA, O POVO PAGA</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/08/02/juros-altos-a-banca-ganha-o-povo-paga/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/08/02/juros-altos-a-banca-ganha-o-povo-paga/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 17:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13436</guid>

					<description><![CDATA[<p>Disseram aos portugueses que era preciso subir os juros para combater a inflação. Mas grande parte dessa inflação veio da energia, dos combustíveis, dos alimentos, dos transportes e da instabilidade internacional — não de famílias a viverem no luxo. O resultado está à vista: a prestação da casa sobe, o crédito das empresas fica mais [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/02/juros-altos-a-banca-ganha-o-povo-paga/">JUROS ALTOS: A BANCA GANHA, O POVO PAGA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Disseram aos portugueses que era preciso subir os juros para combater a inflação. Mas grande parte dessa inflação veio da energia, dos combustíveis, dos alimentos, dos transportes e da instabilidade internacional — não de famílias a viverem no luxo.</p>
<p>O resultado está à vista: a prestação da casa sobe, o crédito das empresas fica mais caro e o rendimento das famílias desaparece. Já os depósitos continuam a ser remunerados muito abaixo do custo suportado por quem pede dinheiro emprestado.</p>
<p>Os bancos foram resgatados com o dinheiro dos contribuintes. Agora cobram comissões atrás de comissões, empurram seguros e produtos bancários e protegem as suas margens. Quando a Euribor sobe, o cliente paga imediatamente. Quando é para remunerar as poupanças, a pressa desaparece.</p>
<p>Nos Açores, a pancada é ainda maior. Somos uma Região ultraperiférica, dependente dos transportes, dos combustíveis, das importações e do crédito. Pagamos mais para viver, produzir e competir.</p>
<p>A banca ganha. O Estado arrecada. As grandes empresas protegem-se.</p>
<p>E o povo? O povo paga sempre.</p>
<p>O CHEGA está ao lado de quem trabalha, produz, cria emprego e sustenta este país — não das elites que exigem sacrifícios aos outros enquanto vivem protegidas das consequências das suas próprias decisões.</p>
<p>Francisco Lima<br />
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/08/02/juros-altos-a-banca-ganha-o-povo-paga/">JUROS ALTOS: A BANCA GANHA, O POVO PAGA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/08/02/juros-altos-a-banca-ganha-o-povo-paga/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13436</post-id>	</item>
		<item>
		<title>SÃO JORGE: O MARASMO E A BUROCRACIA QUE TRAVAM O DESENVOLVIMENTO</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/07/30/sao-jorge-o-marasmo-e-a-burocracia-que-travam-o-desenvolvimento/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/07/30/sao-jorge-o-marasmo-e-a-burocracia-que-travam-o-desenvolvimento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 12:32:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13579</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ilha de São Jorge é um dos maiores tesouros dos Açores. As suas fajãs, a imponência das arribas, a autenticidade das suas gentes e a riqueza do seu património natural e cultural fazem dela um destino único. É uma terra de tradição, de trabalho e de resiliência, onde o famoso queijo, a agricultura, a [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/30/sao-jorge-o-marasmo-e-a-burocracia-que-travam-o-desenvolvimento/">SÃO JORGE: O MARASMO E A BUROCRACIA QUE TRAVAM O DESENVOLVIMENTO</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ilha de São Jorge é um dos maiores tesouros dos Açores. As suas fajãs, a imponência das arribas, a autenticidade das suas gentes e a riqueza do seu património natural e cultural fazem dela um destino único. É uma terra de tradição, de trabalho e de resiliência, onde o famoso queijo, a agricultura, a pesca e o turismo de natureza representam pilares fundamentais da economia local.</p>
<p>No entanto, apesar de todas estas potencialidades, São Jorge parece viver num estado de marasmo que se arrasta há demasiado tempo. A sensação que permanece é a de que a ilha avança a um ritmo muito inferior ao das suas capacidades. Projetos importantes ficam anos à espera de decisões, investimentos tardam em concretizar-se e oportunidades acabam por se perder no labirinto da burocracia.</p>
<p>A inércia das entidades competentes tornou-se um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento da ilha. Entre pareceres, processos intermináveis e decisões constantemente adiadas, muitos empresários, associações e cidadãos sentem-se desmotivados. A burocracia, que deveria servir para garantir transparência e organização, transformou-se, em muitos casos, num travão ao progresso.</p>
<p>São Jorge não precisa apenas de promessas ou de discursos sobre o seu potencial. Precisa de ação, visão estratégica e coragem para decidir. Precisa de investimentos que saiam do papel, de infraestruturas modernas, de melhores acessibilidades e de políticas que incentivem quem quer criar riqueza e fixar população.</p>
<p>O maior risco não é apenas o atraso económico. É a perda gradual de esperança por parte dos jorgenses, sobretudo dos mais jovens, que continuam a procurar fora da ilha as oportunidades que aqui não encontram. Cada jovem que parte representa talento, futuro e dinamismo que São Jorge dificilmente recupera.</p>
<p>José Brasil<br />
Dirigente Regional do CHEGA Açores em São Jorge</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/30/sao-jorge-o-marasmo-e-a-burocracia-que-travam-o-desenvolvimento/">SÃO JORGE: O MARASMO E A BUROCRACIA QUE TRAVAM O DESENVOLVIMENTO</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/07/30/sao-jorge-o-marasmo-e-a-burocracia-que-travam-o-desenvolvimento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13579</post-id>	</item>
		<item>
		<title>FALTA DE MÃO DE OBRA&#8230; OU EXCESSO DE DEPENDÊNCIA DO ESTADO?</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/07/29/falta-de-mao-de-obra-ou-excesso-de-dependencia-do-estado/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/07/29/falta-de-mao-de-obra-ou-excesso-de-dependencia-do-estado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 10:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13396</guid>

					<description><![CDATA[<p>Muito se fala da falta de mão de obra, da dificuldade das empresas em contratar e da necessidade de recorrer à imigração. Mas raramente se fala das verdadeiras causas deste problema. Há alguns anos, trabalhar significava conquistar independência, sair de casa dos pais e construir um futuro. Hoje, muitos jovens olham para o mercado de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/29/falta-de-mao-de-obra-ou-excesso-de-dependencia-do-estado/">FALTA DE MÃO DE OBRA&#8230; OU EXCESSO DE DEPENDÊNCIA DO ESTADO?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala da falta de mão de obra, da dificuldade das empresas em contratar e da necessidade de recorrer à imigração. Mas raramente se fala das verdadeiras causas deste problema.</p>
<p>Há alguns anos, trabalhar significava conquistar independência, sair de casa dos pais e construir um futuro. Hoje, muitos jovens olham para o mercado de trabalho e perguntam-se se vale a pena? Com salários baixos, rendas incomportáveis e um custo de vida cada vez mais elevado, muitos perdem a motivação e outros procuram no estrangeiro as oportunidades que Portugal não lhes oferece.</p>
<p>Do outro lado estão os empresários. Gostariam de pagar melhores salários, mas vivem asfixiados por impostos, burocracia e custos cada vez mais elevados. Sem margem para crescer, também não conseguem atrair ou manter trabalhadores.</p>
<p>Entretanto, continuamos a aumentar a dependência do Estado.</p>
<p>Que fique claro, os apoios sociais são essenciais e devem existir para ajudar quem realmente precisa. Mas devem servir para apoiar uma fase difícil da vida e ajudar as pessoas a recuperar autonomia, nunca para substituir o trabalho ou transformar-se num modo de vida permanente.</p>
<p>Infelizmente, o Estado parece preferir retirar cada vez mais a quem trabalha, investe e cria riqueza para sustentar um sistema que, em demasiados casos, desincentiva o esforço.</p>
<p>É legítimo perguntar: se queremos um Estado que promova autonomia ou um Estado que perpetue a dependência? Afinal, quem depende do Estado tende também a depender das decisões de quem governa.</p>
<p>Enquanto isso, a classe média continua a pagar a maior parte da fatura. Trabalha, desconta, paga impostos e vê-se cada vez mais distante de conseguir comprar casa, constituir família ou simplesmente viver com tranquilidade.</p>
<p>Uma sociedade justa não é aquela que penaliza quem trabalha para premiar a dependência. É aquela que protege quem realmente precisa, mas que valoriza o mérito, recompensa o esforço e faz do trabalho o principal caminho para uma vida melhor.</p>
<p>Se continuarmos neste rumo, não nos podemos admirar com a falta de mão de obra, com empresas sem trabalhadores e com milhares de jovens a abandonar o país.</p>
<p>Porque um país cresce quando valoriza quem trabalha, não quando faz da dependência um modelo de governação.</p>
<p>Lorena Pereira<br />
Deputada Municipal do CHEGA em Ponta Delgada</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/29/falta-de-mao-de-obra-ou-excesso-de-dependencia-do-estado/">FALTA DE MÃO DE OBRA&#8230; OU EXCESSO DE DEPENDÊNCIA DO ESTADO?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/07/29/falta-de-mao-de-obra-ou-excesso-de-dependencia-do-estado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13396</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A ÉTICA, A POLÍTICA E OS IDIOTAS</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/07/26/a-etica-a-politica-e-os-idiotas/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/07/26/a-etica-a-politica-e-os-idiotas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 15:35:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13354</guid>

					<description><![CDATA[<p>A política é uma das atividades mais nobres que existem quando é vivida como uma missão de serviço público. É através dela que se tomam decisões que mudam a vida das pessoas, que se constroem soluções para os problemas de um povo e que se define o rumo de um país ou de uma região. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/26/a-etica-a-politica-e-os-idiotas/">A ÉTICA, A POLÍTICA E OS IDIOTAS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A política é uma das atividades mais nobres que existem quando é vivida como uma missão de serviço público. É através dela que se tomam decisões que mudam a vida das pessoas, que se constroem soluções para os problemas de um povo e que se define o rumo de um país ou de uma região. O problema nunca foi a política. O problema são alguns políticos e, sobretudo, alguns idiotas que gravitam à sua volta.</p>
<p>Basta abrir as redes sociais ou ler certos comentários para perceber o estado a que chegámos. Há quem nunca tenha assumido uma responsabilidade pública, nunca tenha resolvido um problema de ninguém e nunca tenha construído absolutamente nada, mas passa os dias a distribuir lições de moral. Não apresentam uma única solução. Limitam-se ao insulto, à mentira e à difamação. É muito mais fácil destruir do que construir.</p>
<p>Vejo, essencialmente, três tipos de pessoas que contribuem para o descrédito da política.</p>
<p>Os primeiros são aqueles que já passaram pela política. Enquanto ocuparam cargos, tudo lhes parecia bem. Receberam bons ordenados, usufruíram das regalias, aceitaram nomeações e mantiveram um silêncio confortável. Mal saem, descobrem que afinal tudo estava errado. Passam a insultar as instituições que representaram, os colegas com quem trabalharam e até aqueles que lhes abriram as portas da vida pública.</p>
<p>A pergunta é simples: se tudo era assim tão mau, porque ficaram calados enquanto lá estavam? A coerência mede-se quando custa, não quando já não há nada a perder.</p>
<p>O segundo tipo é aquele que ainda sonha chegar à política, mas não faz a mínima ideia do que isso significa. Vive dos insultos fáceis, das promessas impossíveis e da demagogia barata. Acredita que governar é publicar frases feitas ou apenas lançar acusações, muitas vezes falsas ou difamatórias. Confundem popularidade com competência e indignação com capacidade. </p>
<p>Depois existe a categoria mais perigosa de todas: aqueles que olham para a política como um negócio. Não entram para servir o povo. Entram para servir os seus interesses. Utilizam os cargos para favorecer amigos, familiares, grupos económicos ou o partido. Distribuem lugares, criam nomeações à medida, influenciam decisões e transformam o interesse público numa moeda de troca.</p>
<p>É este compadrio que destrói a confiança das pessoas nas instituições.</p>
<p>É esta promiscuidade entre poder político e interesses privados que leva muitos cidadãos a dizer que &#8220;são todos iguais&#8221;. E essa é talvez a maior injustiça que se pode cometer contra quem exerce funções públicas com honestidade.</p>
<p>Há ainda aqueles que governam através da arrogância e da prepotência. Julgam que um cargo lhes dá superioridade moral. Tratam quem pensa diferente com desprezo, confundem autoridade com autoritarismo e acreditam que o poder lhes pertence.</p>
<p>Na minha experiência, há uma regra quase infalível: quando falta competência, sobra arrogância. Quem sabe, explica. Quem tem argumentos, convence. Quem governa com humildade escuta antes de decidir. Já quem pouco tem para oferecer refugia-se na intimidação e na prepotência.</p>
<p>Não me cabe a mim dar lições de ética a ninguém. Também não me considero um homem perfeito. Cometi erros e voltarei certamente a cometê-los, porque ninguém é infalível.</p>
<p>Mas há uma coisa que me custa profundamente.</p>
<p>Recuso ser confundido com certos personagens que fizeram da política um instrumento de enriquecimento pessoal, de favorecimento de amigos, de tráfico de influências ou de simples vaidade. Abomino essa forma de estar na vida pública. Não é por essas pessoas existirem que devemos desistir da política. É precisamente por elas existirem que devemos combatê-las e afastá-las das instituições.</p>
<p>Sempre defendi que quem exerce funções públicas deve prestar contas, viver com transparência e colocar o interesse coletivo acima do interesse pessoal. A política não pode ser um emprego vitalício, um negócio ou uma plataforma para satisfazer egos. Deve ser um compromisso com aqueles que confiaram o seu voto.</p>
<p>Continuarei, por isso, a defender aquilo em que sempre acreditei: transparência, mérito, responsabilidade, combate sem tréguas à corrupção, ao compadrio e ao tráfico de influências.</p>
<p>Porque os cargos passam.</p>
<p>O poder passa.</p>
<p>O dinheiro passa.</p>
<p>Mas o caráter fica.</p>
<p>E, no fim de tudo, é isso que verdadeiramente distingue um político de um simples ocupante de um cargo público.</p>
<p>José Pacheco<br />
Deputado e Presidente do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/26/a-etica-a-politica-e-os-idiotas/">A ÉTICA, A POLÍTICA E OS IDIOTAS</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/07/26/a-etica-a-politica-e-os-idiotas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13354</post-id>	</item>
		<item>
		<title>CRIATIVIDADE E INÉRCIA</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/07/25/criatividade-e-inercia/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/07/25/criatividade-e-inercia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2026 14:18:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13357</guid>

					<description><![CDATA[<p>Há políticos na nossa Região que, de tempos a tempos, surgem em público com discursos empolgantes, como se tivessem acabado de descobrir a pólvora. Multiplicam-se expressões sonantes e novas fórmulas linguísticas: fala-se da &#8220;nossa condição arquipelágica&#8221; em vez de simplesmente arquipélago; garante-se que &#8220;tudo está em cima da mesa&#8221;, mesmo quando o assunto é o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/25/criatividade-e-inercia/">CRIATIVIDADE E INÉRCIA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há políticos na nossa Região que, de tempos a tempos, surgem em público com discursos empolgantes, como se tivessem acabado de descobrir a pólvora. Multiplicam-se expressões sonantes e novas fórmulas linguísticas: fala-se da &#8220;nossa condição arquipelágica&#8221; em vez de simplesmente arquipélago; garante-se que &#8220;tudo está em cima da mesa&#8221;, mesmo quando o assunto é o lixo urbano; invoca-se o &#8220;valor acrescentado&#8221; para quase tudo. E assim sucessivamente, numa sucessão de chavões repetidos até à exaustão.</p>
<p>A retórica muda, mas a realidade permanece igual.</p>
<p>Quando o tema é o desenvolvimento económico, todos defendem a criatividade, a inovação e a necessidade de fazer diferente. Fala-se da importância de explorar nichos de mercado, de transformar as nossas limitações em oportunidades e de valorizar aquilo que nos torna únicos: uma Região isolada no meio do Atlântico, situada entre dois dos maiores blocos económicos do mundo, a Europa e a América.</p>
<p>O discurso é apelativo. O problema começa quando alguém leva essas palavras a sério.</p>
<p>Quando surge um cidadão, um empresário ou um empreendedor com uma ideia verdadeiramente inovadora, capaz de criar riqueza e projetar a Região, entram imediatamente em ação os pequenos poderes instalados. As chefias intermédias sentem-se desafiadas por quem ousa pensar de forma diferente. Não porque o projeto seja ilegal, mas porque a ideia não nasceu dentro da sua esfera de influência, dessa nova casta emergente.</p>
<p>A primeira reação raramente é procurar uma solução. É encontrar um obstáculo. Multiplicam-se as interpretações restritivas da lei, levantam-se dificuldades administrativas e inventam-se argumentos que, muitas vezes, refletem mais preconceitos pessoais do que fundamentos jurídicos. A burocracia deixa de ser um instrumento ao serviço do interesse público para se transformar num mecanismo destinado a travar a inovação.</p>
<p>Perante esta resistência, o promotor do projeto procura apoio junto daqueles políticos que, nos discursos, tanto elogiam a criatividade. Espera encontrar coragem política para desbloquear o processo. Na maioria das vezes, encontra silêncio. Ou pior: encontra a confortável neutralidade de quem prefere não contrariar os pequenos — mas influentes — poderes instalados. Tal como Pilatos, lavam as mãos.</p>
<p>Assim, a criatividade acaba por embater na inércia da máquina administrativa. A inovação cede perante a burocracia. As oportunidades perdem-se, os investimentos são abandonados e a economia regional continua presa aos mesmos bloqueios de sempre.</p>
<p>Enquanto continuarmos a aplaudir discursos sobre inovação, mas a penalizar quem realmente inova, estaremos condenados ao marasmo económico. Não será por falta de ideias, mas por excesso de conformismo, medo da mudança e burocracia atroz.</p>
<p>Uma Região não progride com discursos sobre criatividade. Progride quando quem governa tem a coragem de enfrentar a burocracia, responsabilizar quem bloqueia sem fundamento e proteger quem arrisca, investe e cria riqueza.</p>
<p>É esta, salvo raras exceções, a realidade da nossa Região.</p>
<p>Vencido? Talvez.</p>
<p>Convencido? Nunca.</p>
<p>José Bernardo<br />
Deputado Municipal em Angra do Heroísmo e Presidente da Mesa do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/25/criatividade-e-inercia/">CRIATIVIDADE E INÉRCIA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/07/25/criatividade-e-inercia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13357</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A POLÍTICA DO AMIGUISMO!</title>
		<link>https://www.chegaacores.com/2026/07/24/a-politica-do-amiguismo/</link>
					<comments>https://www.chegaacores.com/2026/07/24/a-politica-do-amiguismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Chega Açores]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 17:07:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.chegaacores.com/?p=13345</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os casos são tantos que já não é exagero afirmar que Portugal continua preso à política do amiguismo. Há cinquenta anos que PS, PSD e CDS se revezam no poder, e há demasiado tempo que a proximidade partidária, familiar ou pessoal pesa mais do que o mérito e o interesse público. Conhecemos histórias de amigos [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/24/a-politica-do-amiguismo/">A POLÍTICA DO AMIGUISMO!</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os casos são tantos que já não é exagero afirmar que Portugal continua preso à política do amiguismo. Há cinquenta anos que PS, PSD e CDS se revezam no poder, e há demasiado tempo que a proximidade partidária, familiar ou pessoal pesa mais do que o mérito e o interesse público.</p>
<p>Conhecemos histórias de amigos que financiam vidas de luxo, compram milhares de exemplares de livros e aparecem ligados a negócios difíceis de explicar. Conhecemos também o dinheiro encontrado no gabinete de Vítor Escária, então chefe de gabinete de António Costa. A estes episódios juntam-se condenações e investigações a governos, autarquias e empresas públicas.</p>
<p>A receita repete-se: a empresa próxima, o empreiteiro conhecido, o militante escolhido, o familiar nomeado ou o negócio entregue ao círculo certo. Nem tudo isto constitui corrupção criminal, mas tudo alimenta um sistema onde a confiança pessoal substitui regras transparentes e o Estado se transforma numa rede de favores.</p>
<p>A venda de terrenos públicos por valores inexplicavelmente baixos, os ajustes diretos a empresas ligadas a militantes ou as obras privadas rodeadas de dúvidas não podem ser tratados como coincidências. Quem exerce funções governativas deve apresentar faturas, contratos e prova de que pagou as obras e não que as mesmas foram uma contrapartida pelos ajustes feitos a empreiteiros amigos.</p>
<p>O caso de Luís Neves, ministro da Administração Interna, é perturbador. Um tanque que é piscina, obras feitas pelo mesmo empreiteiro que contratou para obras no estado, um atrelado apreendido que reapareceu nas mãos do empreiteiro amigo, etc., etc. O ministro tem o dever de demonstrar que as obras no monte não resultam de uma troca de favores, pelos ajustes de obras feitas para o serviço que tutelava.</p>
<p>Em Portugal, o amiguismo tornou-se tão habitual que muitos já o encaram como normal. As listas de candidatos parecem listas de casamento: amigos, cônjuges, cunhados, compadres e afilhados. A lealdade ao líder tornou-se o principal currículo. Pode faltar experiência, competência ou obra feita, desde que não falte disponibilidade para obedecer.</p>
<p>Há partidos que nomeiam familiares diretamente. Outros trocam favores: emprega tu a minha mulher, que eu emprego a tua. Se existisse uma base pública com os nomeados por confiança política, currículos, ligações familiares e remunerações, muitos portugueses ficariam surpreendidos.</p>
<p>Nos Açores não é diferente. Também encontramos cônjuges em empresas públicas, familiares em gabinetes, dirigentes partidários em cargos dependentes do Governo e amigos promovidos sem mérito reconhecido. Quem não tem cartão partidário, padrinho ou apelido conveniente parte em desvantagem.</p>
<p>O amiguismo normalizou-se e tornou-se cultura de Estado. Ter cartão laranja ou rosa, ser companheiro ou camarada, já não chega: é preciso pertencer ao grupo certo e conhecer as pessoas certas.<br />
O amiguismo nem sempre é corrupção. Mas é o terreno onde a corrupção cresce. Destrói o mérito, afasta cidadãos competentes, enfraquece as instituições e transforma cargos públicos numa moeda de troca para pagamento de favores.</p>
<p>Depois de cinquenta anos com os mesmos partidos no poder, Portugal precisa de romper este ciclo. Precisamos de transparência nas nomeações, de acabar com concursos públicos de fachada e de maior responsabilidade política nas nomeações. O Estado não pode continuar a ser tratado como um feudo dos partidos do sistema.<br />
Em Portugal o “amiguismo” passou a ser uma autoestrada para a corrupção.</p>
<p>Francisco Lima<br />
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.chegaacores.com/2026/07/24/a-politica-do-amiguismo/">A POLÍTICA DO AMIGUISMO!</a> aparece primeiro em <a href="https://www.chegaacores.com">CHEGA Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.chegaacores.com/2026/07/24/a-politica-do-amiguismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">13345</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
